Por que comecei o Chateau.ia em Recife
Quase todo mundo que ouviu o pitch perguntou: 'mas por que Recife?'. A pergunta vem com surpresa, às vezes com preocupação. Vale a pena explicar a resposta.
Quase todo mundo que ouviu o pitch perguntou: "mas por que Recife?". A pergunta vem com surpresa, às vezes com preocupação. Vale a pena explicar a resposta.
Eu sou daqui
A primeira resposta é a mais óbvia: nasci aqui, cresci aqui. Conheço o ecossistema. Conheço donos de restaurante de longa data. Quando você pede pra um chef famoso de Recife te abrir a cozinha pra um piloto, ele te abre porque te conhece. Em São Paulo, sem rede, esse acesso leva 18 meses pra construir.
Porto Digital é real
Recife tem o Porto Digital, um dos maiores polos de tecnologia do Brasil. Tem talento sênior em IA, em backend, em design. Não tem o ruído de SP. As empresas competem por talento, mas o custo de manter time aqui é significativamente menor.
A startup paulistana paga 15-25k pra dev sênior. Recife, dev igual de bom, fica entre 9k e 14k. Pra uma operação enxuta como a nossa, isso é a diferença entre construir mais 6 meses de runway ou não.
A gastronomia de Recife está fervendo
Tem uma nova geração de chefs trabalhando aqui — gente que voltou de Europa, dos EUA, e está abrindo casa pequena com proposta. Isso é o cliente ideal pra Chateau.ia: dono novo, ambicioso, sem amarra de "sistema legado", disposto a testar. A Forneria 1121 é um exemplo perfeito — não tem 30 anos de operação com processo viciado, é uma casa moderna, focada, com chef ativo no dia a dia.
Internacionalização começa por aqui
Recife é porta de entrada de turismo. Voo direto de Lisboa, Madri, Miami, Buenos Aires. Tem turista chegando todo dia que precisa de cardápio multilíngue, de reserva online, de delivery em hotel. A demanda internacional cai aqui antes de cair em SP.
E o pragmatismo
Tem também a parte chata da resposta: morar em Recife me dá foco. Não tem o convite pra evento todo dia. Não tem a "obrigação social" de ir a 4 jantares por semana com investidor. Trabalho mais, distraio menos, foco em construir. O resto vem depois.
Sobre o autor
Anderson Henrique
Engenheiro de software com 8+ anos de experiência. Pernambucano, fundador do Chateau.ia. Trabalhou em projetos de tecnologia no Brasil, EUA, Reino Unido e Honduras.
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